Government-as-a-startup

Government as a startup

Sim, escolhi este título porque é cool, pensarás tu…

Takuya Hirai, ministro da Digitalização do Japão, participou a semana  passada no Web Summit, na sua 1ª edição 100% digital. Entre muitos governantes que falaram aos + de 100mil participantes, o Japão foi dos mais entusiastas a realçar a importância do momento para “a oportunidade de criar soluções que contribuem para um mundo melhor (…), a começar por quem deve dar o exemplo, o Governo”. Esta campanha de comunicação GaaS (Govt-as-a-startup) é o corner stone do Governo do Japão para incrementar o número de startups e inovação a fornecerem o todas as entidades e processos governamentais.

Por cá, o pontapé de saída neste movimento global de Modernização Administrativa foi também dado com o Plano de Transição Digital, anunciado muito pouco tempo depois do início da Pandemia  pelo Ministro da Economia e da Transição Digital, Pedro Siza Vieira. Este plano tem medidas estruturais e concretas nos seguintes 3 pilares:

  • Pilar I – Capacitação e inclusão digital das pessoas
  • Pilar II – Transformação digital do tecido empresarial
  • Pilar III – Digitalização do Estado

Na Digitalização do Estado, ou, no mais marketizado, Government as a start-up do Japao, um dos principais “combustíveis” são os dados e a economia circular dos dados, descrito no Plano de Governo “como um pilar que desempenhe um papel fundamental na institucionalização de poderes ágeis e abertos, facilitando o acesso de empresas e cidadãos a dados e informação do Estado”.

Dados? Mas não há um problema de privacidade dos dados? Como é que o Governo vai usar os dados para o seu processo transformacional?

 

Se, por um lado, Tim Berners Lee – um dos oradores principais do Web Summit, o “Pai da World Wide Web ” – quer agora “reparar” a internet através dos dados, garantindo que todos os cidadãos controlam todos os seus dados pessoais em qualquer lugar desta infinidade que é a Web (projecto Solid), por outro, os dados gerados pelo Governo “assumem-se pertencer a qualquer empresa ou cidadão que os queira utilizar para fins comerciais ou não comerciais”, isto é, dando um exemplo, o que aconteceria se todas as startups de análise de dados tivessem acesso aos dados já centralizados de uma AMT – Autoridade de Mobilidade e Transportes, entidade que “obriga” todos os operadores de transportes a comunicarem informação de dados não-privados regularmente?

No seguinte mapa sequencial podemos ver a resposta:

Neste caminho de gerar modernização administrativa através dos dados, tal como Takuya Hirai mencionou, “possamos fazer esta viagem todos juntos”.

Francisco Vaz Figueiredo,  Co-Founder da GovWise

 

Share This Post
Have your say!
30

Leave a Reply

Your email address will not be published. Required fields are marked *

You may use these HTML tags and attributes: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <s> <strike> <strong>